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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Transforma-se o amador na coisa amada, Luís Vaz de Camões - poema/ questões objetivas/ gabarito

Soneto
                       Luís Vaz de Camões

Transforma-se o amador na cousa amada,
por virtude do muito imaginar;
não tenho, logo, mais que desejar,
pois em mim tenho a parte desejada.
 
Se nela está minha alma transformada,
que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
pois consigo tal alma está liada.
 
Mas esta linda e pura semidéia,
que, como um acidente em seu sujeito,
assim co’a alma minha se conforma,
 
está no pensamento como idéia:
[e] o vivo e puro amor de que sou feito,
como a matéria simples busca a forma.


01. Segundo os versos do poema de Camões
a) o eu lírico critica a pessoa amada.
b) o eu lírico declara-se a pessoa amada.
c) o eu lírico reflete sobre o seu sentimento amoroso.
d) o eu lírico lamenta por não ser correspondido amorosamente.

02. É responsável pela transformação do amador na cousa amada
a) o desejo
b) o descanso
c) o muito imaginar
d) o puro amor

03. Apresenta uma justificativa o verso
a) “Se nela está minha alma transformada”
b) “Mas esta linda e pura semidéia”
c) “está no pensamento como idéia”
d) “pois em mim tenho a parte desejada”

04. “Se nela está minha alma transformada”, o termo em destaque refere-se a
a) cousa amada
b) semidéia
c) alma
d) forma


Gabarito:  01. c 02. c 03. d 04. a

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

SONETO, de Luís de Camões - poema/ questões objetivas/ gabarito

Soneto
                                  Luís de Camões

Busque Amor novas artes, novo engenho,
Para matar-me, e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que me mata e não se vê;

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei por quê.

01. Segundo os versos do poema, o eu lírico
a) está à procura do Amor.
b) está amando e cheio de esperanças.
c) está seguro devido ao Amor.
d) está sem esperança.

02. Ao se dirigir ao Amor, na primeira estrofe, percebe-se por parte do eu lírico um tom de
a) súplica         b) desafio          c) ameaça        d) euforia

03. Por que o eu lírico não teme as novas artes do Amor?
a) Porque o eu lírico não possui mais esse sentimento.
b) Porque onde falta esperança não há desgosto.
c) Porque a esperança que ele tem o faz sentir mais seguro.
d) Porque ele não teme nada, nem os perigos de um mar bravo.

04. Apresenta uma contradição a justaposição dos termos da expressão
a) novo engenho   b) bravo mar     c) perigosas seguranças    d) novas artes

05. “Busque Amor novas artes, novo engenho”, o termo em destaque tem o sentido de
a) artimanha         b) trabalho                 c) objetivo            d) solução

06. De acordo com o eu lírico do texto, o Amor gera
a) segurança          b) esperança            c) sofrimento          d) dúvidas

07. “Amor um mal, que me mata e não se vê;” o verso sugere que o Amor é
a) indefinido          b) misterioso          c) passageiro            d) intransigente

08. A última estrofe revela que
a) o eu lírico realmente é imune as artes do Amor.
b) o eu lírico busca descobrir as razões do Amor.
c)  o Amor ainda consegue atingir o eu lírico.
d) o Amor abandona o destemido eu lírico.

Gabarito: 01. d 02. b 03. b 04. c 05. a 06. c 07. b 08. c

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