segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Dom Casmurro, de Machado de Assis - trecho/ questões objetivas/ gabarito

DOM CASMURRO

Capítulo CXXIII – Olhos de ressaca

 Machado de Assis

     Enfim, chegou a hora da encomendação e da partida. Sancha quis despedir-se do marido, e o desespero daquele lance consternou a todos. Muitos homens choravam também, as mulheres todas. Só Capitu, amparando a viúva, parecia vencer-se a si mesma. Consolava a outra, queria arrancá-la dali. A confusão era geral. No meio dela, Capitu olhou algumas instantes para o cadáver tão fixa, tão apaixonadamente fixa, que não admira lhe saltassem algumas lágrimas poucas e caladas...
     As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as dela; Capitu enxugou-as depressa, olhando a furto para a gente que estava na sala. Redobrou de carícias para a amiga, e quis levá-la; mas o cadáver parece que a retinha também. Momento houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o pranto nem palavras desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora como se quisesse tragar também o nadador da manhã.

01. O trecho acima nos revela que a despedida de Sancha do marido foi
a) contida, mas cheia de ternura.
b) dramática e comovente.
c) tranqüila e rápida.
d) inquietante e estranha.

02. Qual dos trechos apresenta uma impressão do narrador ao relatar os fatos?
a) “Sancha quis despedir-se do marido,”
b) “Muitos homens choravam também, as mulheres todas.”
c) “Redobrou de carícias para a amiga, e quis levá-la;”
d) “Só Capitu, amparando a viúva, parecia vencer-se a si mesma.”

03. “Enfim, chegou a hora da encomendação e da partida.”, o termo em destaque dá ideia de
a) modo         b) intensidade         c) tempo         d) causa

04. O narrador conta que parou de chorar
a) quando viu Capitu chorando.
b) porque Capitu o observou durante o velório.
c) assim que todos começaram a chorar.
d) para não chamar atenção dos presentes.

05. De acordo com o narrador, Capitu
a) estava inconsolável.
b) disfarçava seu sofrimento.
c) estava indiferente.
d) consolava a todos.

06. “Momento houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva”, o termo em destaque foi utilizado para expressar
a) um questionamento
b) uma comparação
c) uma oposição
d) uma causa

07. O título do capítulo justifica-se
a) pela forma como Capitu olhava para o defunto.
b) pelo abatimento apresentado no semblante da viúva.
c) pelo olhar que o narrador mantinha sobre Capitu.
d) pelo fato do defunto ser um nadador.

Gabarito: 01. b 02. d 03. c 04. a 05.b 06. b 07. a

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Transforma-se o amador na coisa amada, Luís Vaz de Camões - poema/ questões objetivas/ gabarito

Soneto
                       Luís Vaz de Camões

Transforma-se o amador na cousa amada,
por virtude do muito imaginar;
não tenho, logo, mais que desejar,
pois em mim tenho a parte desejada.
 
Se nela está minha alma transformada,
que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
pois consigo tal alma está liada.
 
Mas esta linda e pura semidéia,
que, como um acidente em seu sujeito,
assim co’a alma minha se conforma,
 
está no pensamento como idéia:
[e] o vivo e puro amor de que sou feito,
como a matéria simples busca a forma.


01. Segundo os versos do poema de Camões
a) o eu lírico critica a pessoa amada.
b) o eu lírico declara-se a pessoa amada.
c) o eu lírico reflete sobre o seu sentimento amoroso.
d) o eu lírico lamenta por não ser correspondido amorosamente.

02. É responsável pela transformação do amador na cousa amada
a) o desejo
b) o descanso
c) o muito imaginar
d) o puro amor

03. Apresenta uma justificativa o verso
a) “Se nela está minha alma transformada”
b) “Mas esta linda e pura semidéia”
c) “está no pensamento como idéia”
d) “pois em mim tenho a parte desejada”

04. “Se nela está minha alma transformada”, o termo em destaque refere-se a
a) cousa amada
b) semidéia
c) alma
d) forma


Gabarito:  01. c 02. c 03. d 04. a

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

PSICOLOGIA DE UM VENCIDO, de Augusto dos Anjos - poema, questões objetivas, gabarito

Psicologia de um vencido
                     Augusto dos Anjos

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.

Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme - este operário das ruínas -
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!

01. O poema tem como temática
a) a influência dos signos do zodíaco sobre a vida humana.
b) os medos enfrentados pelos homens durante a infância.
c) a angústia diante da decomposição fatal do corpo humano.
d) as doenças que levam o homem à morte.

02. Apresenta uma comparação os versos
a) “Sofro, desde a epigênese da infância
      A influência dos signos do zodíaco”
b) “Profundissimamente hipocondríaco,
      Este ambiente me causa repugnância...”
c) “E há de deixar-me apenas os cabelos,
      Na frialdade inorgânica da terra”
d) “Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ansia
      Que escapa da boca de um cardíaco.”

03. São palavras que fazem parte do vocabulário científico
a) guerra e terra
b) zodíaco e ânsia
c) inorgânica e epigênese
d) signos e operário.

04. Segundo os versos do poema, o eu lírico
a) é uma pessoa cardíaca.
b) declarou guerra a vida.
c) sente-se um verme.
d) considera-se um sofredor.

05. “Monstro de escuridão e rutilância”, o verso apresenta
a) uma antítese       b) um eufemismo     c) uma hipérbole      d) uma metonímia

06. O verme representa para o eu lírico
a) uma doença       b) um predador       c) um aliado    d) uma solução

Gabarito: 01. c 02. d 03. c 04. d 05. a 06. b



sábado, 17 de setembro de 2011

A frouxidão no amor é uma ofensa, de Bocage - poema/ questões objetivas/gabarito

A frouxidão no amor é uma ofensa
                                                 Bocage
A frouxidão no amor é uma ofensa,
Ofensa que se eleva a grau supremo;
Paixão requer paixão, fervor e extremo;
Com extremo e fervor se recompensa.
Vê qual sou, vê qual és, vê que diferença!
Eu descoro, eu praguejo, eu ardo, eu gemo;
Eu choro, eu desespero, eu clamo, eu tremo;
Em sombras a razão se me condensa.
Tu só tens gratidão, só tens brandura,
E antes que um coração pouco amoroso,
Quisera ver-te uma alma ingrata e dura.
Talvez me enfadaria aspecto iroso,
Mas de teu peito a lânguida ternura
Tem-me cativo e não me faz ditoso.

01. Para o eu lírico, o amor
a) em demasia ofende o ser amado.
b) é um sentimento supremo.
c) tem algumas recompensas.
d) deve ser uma entrega total.

02. No verso “Vê qual sou, vê qual és, vê que diferença!”, o eu lírico expressa
a) uma comparação    b) uma suposição      c) uma dúvida       d) uma ironia

03. Segundo os versos do poema, as atitudes da mulher amada
a) surpreendem o eu lírico.
b) desagradam o eu lírico. 
c) enlouquecem o eu lírico.
d) encantam o eu lírico.

04. O eu lírico apresenta-se no poema como uma pessoa
a) racional       b) passional           c) ingrato       d) violento

05. De acordo com o poema
a) o eu lírico sente-se preso e infeliz.
b) o eu lírico sente-se plenamente amado.
c) o eu lírico considera a pessoa amada dura e ingrata.
d) o eu lírico vive bem com a pessoa amada apesar das diferenças.

Gabarito: 01. d 02 .a 03. b 04. b 05. a

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

SONETO, de Luís de Camões - poema/ questões objetivas/ gabarito

Soneto
                                  Luís de Camões

Busque Amor novas artes, novo engenho,
Para matar-me, e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que me mata e não se vê;

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei por quê.

01. Segundo os versos do poema, o eu lírico
a) está à procura do Amor.
b) está amando e cheio de esperanças.
c) está seguro devido ao Amor.
d) está sem esperança.

02. Ao se dirigir ao Amor, na primeira estrofe, percebe-se por parte do eu lírico um tom de
a) súplica         b) desafio          c) ameaça        d) euforia

03. Por que o eu lírico não teme as novas artes do Amor?
a) Porque o eu lírico não possui mais esse sentimento.
b) Porque onde falta esperança não há desgosto.
c) Porque a esperança que ele tem o faz sentir mais seguro.
d) Porque ele não teme nada, nem os perigos de um mar bravo.

04. Apresenta uma contradição a justaposição dos termos da expressão
a) novo engenho   b) bravo mar     c) perigosas seguranças    d) novas artes

05. “Busque Amor novas artes, novo engenho”, o termo em destaque tem o sentido de
a) artimanha         b) trabalho                 c) objetivo            d) solução

06. De acordo com o eu lírico do texto, o Amor gera
a) segurança          b) esperança            c) sofrimento          d) dúvidas

07. “Amor um mal, que me mata e não se vê;” o verso sugere que o Amor é
a) indefinido          b) misterioso          c) passageiro            d) intransigente

08. A última estrofe revela que
a) o eu lírico realmente é imune as artes do Amor.
b) o eu lírico busca descobrir as razões do Amor.
c)  o Amor ainda consegue atingir o eu lírico.
d) o Amor abandona o destemido eu lírico.

Gabarito: 01. d 02. b 03. b 04. c 05. a 06. c 07. b 08. c

terça-feira, 13 de setembro de 2011

SONETO LXII, de Cláudio Manuel da Costa - poema/ questões objetivas/ gabarito

SONETO LXII
Cláudio Manuel da Costa

Torno a ver-vos, ó montes; o destino
Aqui me torna a pôr nestes oiteiros;
Onde um tempo os gabões deixei grosseiros
Pelo traje da Corte rico, e fino.

Aqui estou entre Almendro, entre Corino,
Os meus fiéis, meus doces companheiros,
Vendo correr os míseros vaqueiros
Atrás de seu cansado desatino.

Se o bem desta choupana pode tanto,
Que chega a ter mais preço, e mais valia,
Que da cidade o lisonjeiro encanto;

Aqui descanse a louca fantasia;
E o que te agora se tornava em pranto,
Se converta em afetos de alegria.

01. O poema apresenta como temática
a) o encanto que a vida na cidade produz.
b) a vida sofrida e cansativa no meio rural.
c) a superioridade do ambiente rural em relação ao urbano.
d) a superioridade do ambiente urbano em relação ao rural.

02. O interlocutor do eu lírico é
a) os montes       b) Corino         c) Almendro      d) os vaqueiros

03. “Torno a ver-vos, ó montes; o destino/Aqui me torna a pôr nestes oiteiros;” os versos destacados revelam
a) saudade       b) regresso         c) arrependimento      d) decepção

04. De acordo com os versos do poema, o eu lírico
a) lamenta sua saída da Corte.
b) expressa desprezo pela choupana.
c) planeja retornar a Corte.
d) valoriza a vida simples e natural.

05. Segundo o texto, a vida na Corte para o eu lírico
a) tem mais valia.
b) gerava infelicidade.
c) tinha mais afeto.
d) era cheia de alegria.

Gabarito: 01. c 02. a 03. b 04. d 05. b

domingo, 11 de setembro de 2011

Minha desgraça, de Álvares de Azevedo - poema/ questões objetivas/gabarito

MINHA DESGRAÇA
Álvares de Azevedo

Minha desgraça, não, não é ser poeta,
Nem na terra de amor não ter um eco,
E meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco...

Não é andar de cotovelos rotos,
Ter duro como pedra o travesseiro...
Eu sei... O mundo é um lodaçal perdido
Cujo sol (quem mo dera!) é o dinheiro...

Minha desgraça, ó cândida donzela,
O que faz que o meu peito assim blasfema,
É ter para escrever todo um poema,
E não ter um vintém para uma vela.

01. O eu lírico considera-se desgraçado
a) por ser um poeta sem reconhecimento.
b) por não ser correspondido amorosamente.
c) por ser explorado pela mulher amada.
d) por não ter recurso para comprar uma vela.

02. A desventura do poeta é de ordem
a) familiar      b) financeira           c) sentimental        d) física

03. Foi utilizada uma metáfora no verso
a) “Ter duro como pedra o travesseiro...”
b) “Minha desgraça, não, não é ser poeta,”
c) “Eu sei... O mundo é um lodaçal perdido”
d) “Não é andar de cotovelos rotos”

04. “Nem na terra de amor não ter um eco”, de acordo com o verso, pode-se concluir que o eu lírico
a) ama e não é correspondido.
b) desconhece o amor.
c) está à procura de um amor.
d) viveu muitos amores.

05. Segundo os versos do poema
a) o eu lírico, por ser poeta, é tratado como um boneco.
b) o eu lírico sofre por não ter inspiração para escrever um poema.
c) o eu lírico aceita resignado o fato de não ter um vintém.
d) o eu lírico lamenta sua condição de total penúria.

06. “Cujo sol (quem mo dera!) é o dinheiro...” o verso expressa que
a) o dinheiro aquece a vida de todos.
b) o dinheiro governa a vida de todos.
c) o dinheiro ilumina a vida de todos.
d) o dinheiro suja a vida de todos.

07. “Eu sei... O mundo é um lodaçal perdido”, a reticência foi utilizada para
a) indicar continuação de uma ação ou fato.
b) indicar suspensão ou interrupção do pensamento.
c) representar, na escrita, hesitações comuns na língua falada.
d) realçar uma palavra ou expressão.

Gabarito: 01. d 02. b 03. c 04. a 05. d 06. b 07. c

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A corte do leão, de La Fontaine - fábula/ questões objetivas/ gabarito

A CORTE DO LEÃO
                                  La Fontaine

O rei dos animais, Dom Leão, quis um dia
conhecer as nações nas quais consistiria
seu domínio. Muitos enviados
foram levar um edital
dizendo estarem convocados
todos ao palácio real.
As audiências se dariam
Nesse palácio, e durariam
um mês, do inicio até o final.
A recepção seria aberta
por uma equipe muito esperta
de macaquinhos amestrados.
Haveria um banquete, e então os convidados,
em comissão oficial
iriam visitar o palácio real.
E assim aconteceu. Mas que palácio horrível!
Carniças espalhadas, um mau cheiro incrível!
O urso tapa o nariz. Ofendido, o leão
dele dá cabo e o manda visitar Plutão.
O macaco, servil, aplaude aquela ação:
que desaforo, o do urso, chamar de fedor
aquele aroma suave, perfume de flor!
Não sabia, o bajulador,
que havia um parentesco, embora algo distante,
do leão com Calígula. No mesmo instante,
o destino seguiu seu curso,
e ele fez companhia ao urso.
À raposa, calada, dirigiu-se o rei:
- “E tu? Diz a verdade: este cheiro te agrada?”
- “Estou, Senhor, tão constipada,
Que até perdi meu faro. Por isto, não sei...
Quando sarar, responderei.”

Quem busca na Corte mercês
deve agir sempre assim, usando de esperteza:
nem servilismo vil, nem a brutal franqueza;
prefira, ao “sim” ou “não”, a astúcia de um “talvez”.

01. O fato que motivou as ações do texto foi
a) a vontade do rei de conhecer seus súditos.
b) a necessidade do rei de mostrar-se superior.
c) a vontade do rei de exibir seu palácio real.
d) a necessidade do rei de testar seu poder.

02. Segundo o texto, o contato do rei com as nações convocadas
a) seria breve.
b) seria de um mês.
c) seria atribulado.
d) seria superficial.

03. De acordo com o texto, as nações convocadas
a) foram recepcionadas pelo rei.
b) decepcionaram-se com o banquete.
c) receberam convites para irem ao palácio.
d) visitaram o palácio em comissão oficial.

04. O comentário feito pelo urso foi
a) mal compreendido pelo leão.
b) considerado ofensivo pelo leão.
c) sutil e discreto.
d) apoiado pelos outros animais.

05. O macaco fez companhia ao urso porque
a) concordou com ele.
b) discordou do leão.
c) enfrentou o leão.
d) tentou agradar o leão.

06. A astúcia da raposa se deve ao fato
a) de ela não emitir uma opinião.
b) de ela estar constipada.
c) de ela concordar com o urso.
d) de ela discordar do macaco.

07. “Ofendido, o leão dele dá cabo...” a expressão destacada tem o sentido de
a) reclamar           b) denunciar            c) destruir          d) perceber

08. “Mas que palácio horrível!”, a palavra destacada exprime
a) uma oposição     b) uma conclusão        c) uma causa      d) uma censura

Gabarito: 01. a 02. b 03. d 04. b 05. d 06. a 07. c 08. d

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Soneto de Cláudio Manuel da Costa - poema/questões objetivas/ gabarito

SONETO
Cláudio Manuel da Costa

Quando cheios de gosto, e de alegria
Estes campos diviso florescentes,
Então me vêm as lágrimas ardentes
Com mais ânsia, mais dor, mais agonia.

Aquele mesmo objeto, que desvia
Do humano peito as mágoas inclementes,
Esse mesmo em imagens diferentes
Toda a minha tristeza desafia.

Se das flores a bela contextura
Esmalta o campo na melhor fragrância,
Para dar uma ideia de ventura;

Como, ó Céus, para os ver terei constância,
Se cada flor me lembra a formosura
Da bela causadora de minha ânsia?

01. No soneto, o eu lírico lamenta-se por
a) ter magoado a pessoa amada.
b) não ser correspondido amorosamente.
c) estar num belo lugar sem a pessoa amada.
d) sentir-se indigno diante de tão bela paisagem.

02. Segundo os versos do poema, percebe-se que a natureza
a) contrasta com o estado emocional do eu lírico.
b) reanima o estado emocional do eu lírico.
c) reflete o estado emocional do eu lírico.
d) tranqüiliza o estado emocional do eu lírico.

03. Diante da natureza o eu lírico sente-se
a) impaciente.
b) com muita energia.
c) livre das mágoas.
d) triste.

04. De acordo com o poema, as flores
a) aliviam o sofrimento do eu lírico.
b) enchem o eu lírico de felicidade.
c) lembram ao eu lírico a mulher amada.
d) perfumam a mulher amada do eu lírico.

05. “Para dar uma ideia de ventura”, o verso em destaque expressa
a) proporção         b) causa              c) tempo               d) finalidade

Gabarito: 01. c 02. a 03. d  04. c 05. d

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A Jesus Cristo Nosso Senhor, soneto de Gregório de Matos - poema/ questões objetivas/gabarito

A JESUS CRISTO NOSSO SENHOR
Gregório de Matos

Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado,
Da vossa alta clemência me despido;
Porque quanto mais tenho delinqüido,
Vos tenho a perdoar mais empenhado.

Se basta a vos irar tanto pecado,
A abrandar-vos sobeja um só gemido:
Que a mesma culpa, que vos há ofendido,
Vos tem para o perdão lisonjeado.

Se uma ovelha perdida e já cobrada
Glória tal e prazer tão repentino
Vos deu, como afirmais na sacra história,

Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada,
Cobrai-a; e não queirais, pastor divino,
Perder na vossa ovelha a vossa glória.

01. O poema tem como tema
a) o amor a Deus.
b) o pecado e a culpa.
c) o arrependimento e o perdão.
d) a devoção a Jesus e a Glória divina.

02. “Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado,/ Da vossa alta clemência me despido;” o verso apresenta
a) um pedido       b) uma acusação       c) uma ordem          d) uma confissão

03. “Porque quanto mais tenho delinqüido,/Vos tenho a perdoar mais empenhado.” há entre os versos uma relação de
a) causa           b) proporção          c) tempo                 d) conseqüência

04. De acordo com a primeira estrofe do poema
a) o eu lírico está empenhado em não mais pecar.
b) o eu lírico é indiferente ao perdão de Jesus.
c) o eu lírico confia na disposição de Jesus em perdoar.
d) o eu lírico tem vontade de se distanciar de Jesus.

05. O eu lírico mostra-se humilde e submisso no verso
a) “Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado,”
b) “Se basta a vos irar tanto pecado”
c) “Se uma ovelha perdida e já cobrada”
d) “A abrandar-vos sobeja um só gemido:”

06. De acordo com a segunda estrofe o pecado
a) provoca a ira de Jesus.
b) deixa Jesus lisonjeado.
c) é abrandado pelo gemido.
d) é acompanhado pela culpa.

07. A parábola da ovelha desgarrada abordada nos dois tercetos foi utilizada
a) para ensinar a Jesus a perdoar.
b) para exaltar as qualidades de Jesus como bom pastor.
c) para justificar o comportamento pecaminoso do eu lírico.
b) para servir como argumento que garanta ao eu lírico o direito de ser perdoado.

08. “Cobrai-a; e não queirais, pastor divino,/ Perder na vossa ovelha a vossa glória.”  nos versos destacados percebe-se
a) uma revelação.      b) uma súplica     c) uma desconfiança        d) uma chantagem
09. No verso “Se uma ovelha perdida e já cobrada” o termo destacado foi utilizado com o sentido de
a) receber         b) recuperar               c) adquirir              d) tomar

10. O texto assemelha-se a  
a) uma carta         b) uma fábula            c) uma oração           d) uma receita

Gabarito:01. c 02. d 03. b 04. c 05. a 06. a 07. d 08. d 09. b 10. c


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

É ela! É ela! É ela! É ela!, de Álvares de Azevedo -poema/ questões/gabarito

É ela! É ela! É ela! É ela!
Álvares de Azevedo

É ela! É ela! – murmurei tremendo,
E o eco ao longe murmurou – é ela!
Eu a vi... minha fada aérea e pura –
A minha lavadeira na janela!

Dessas águas-furtadas onde eu moro
Eu a vejo estendendo no telhado
Os vestidos de chita, as saias brancas;
Eu a vejo e suspiro enamorado!

Esta noite eu ousei mais atrevido
Nas telhas que estalavam nos meus passos
Ir espiar seu venturoso sono,
Vê-la mais bela de Morfeu nos braços!

Como dormia! Que profundo sono!...
Tinha na mão o ferro do engomado...
Como roncava maviosa e pura!...
Quase caí na rua desmaiado!

Afastei a janela, entrei medroso...
Palpitava-lhe o seio adormecido...
Fui beijá-la... roubei do seio dela
Um bilhete que estava ali metido...

Oh! De certo... (pensei) é doce página
Onde a alma derramou gentis amores;
São versos dela... que amanhã de certo
Ela me enviará cheios de flores...

Tremi de febre! Venturosa folha!
Quem pousasse contigo neste seio!
Como Otelo beijando a sua esposa,
Eu beijei-a a tremer de devaneio...

É ela! É ela! – repeti tremendo;
Mas cantou nesse instante uma coruja...
Abri cioso a página secreta...
Oh! Meu Deus! Era um rol de roupa suja!

Mas se Werther morreu por ver Carlota
Dando pão com manteiga às criancinhas,
Se achou-a assim mais bela, - eu mais te adoro
Sonhando-te a lavar as camisinhas!

É ela! É ela! Meu amor, minh’alma,
A Laura, a Beatriz que o céu revela...
É ela! É ela! – murmurei tremendo
E o eco ao longe suspirou – é ela!

01. O eu lírico do poema retrata a mulher amada
a) de forma grosseira
b) de forma idealizada
c) de forma objetiva
d) de forma desrespeitosa

02. A mulher amada pelo eu lírico
a) escrevia versos.
b) cortejava-lhe com flores.
c) enviava-lhe bilhetes.
d) era uma trabalhadora.

03. De acordo com os versos do poema o eu lírico
a) foi seduzido pela lavadeira.
b) morava próximo a lavadeira.
c) desejava declarar-se a lavadeira.
d) entregou um bilhete a lavadeira.

04. Revela ironia utilizada pelo poeta o verso
a) “Esta noite eu ousei mais atrevido”
b) “Palpitava-lhe o seio adormecido”
c) “Como roncava maviosa e pura”
d) “Eu a vejo e suspiro enamorado”

05. Apresenta uma hipérbole o verso
a) “Quase caí na rua desmaiado!”
b) “Mas cantou nesse instante uma coruja...”
c) “Ela me enviará cheios de flores”
d) “Ir espiar seu venturoso sono”

06. O eu lírico considera uma ousadia
a) beijar a lavadeira.
b) roubar um bilhete do seio da lavadeira.
c) ir olhar a lavadeira dormindo.
d) ler o bilhete guardado pela lavadeira.

07. O bilhete retirado do seio da lavadeira produz
a) uma expectativa no eu lírico.
b) uma situação constrangedora para ela.
c) um ciúme incontrolável no eu lírico.
d) um conflito ético no eu lírico.

08. O conteúdo do bilhete
a) deixou o eu lírico irritado.
b) decepcionou o apaixonado eu lírico.
c) magoou o eu lírico e manchou a imagem da lavadeira.
d) aumentou a adoração que o eu lírico tinha pela lavadeira.

Gabarito: 01. b 02. d 03.b 04. c 05. a 06. c 07. a 08. d

domingo, 4 de setembro de 2011

VIA LÁCTEA (SONETO XIII) de Olavo Bilac - poema/ questões objetivas/gabarito

VIA LÁCTEA
Soneto XIII
                              Olavo Bilac

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

01. O eu lírico do poema dirige-se em versos
a) ao leitor       b) as estrelas       c) a um amigo        d) a Via Láctea

02. “Ora (direis) ouvir estrelas! Certo/ Perdeste o senso!” os versos em destaque expressam
a) uma censura        b) uma sugestão        c) uma proibição       d) uma indagação

03. De acordo com o eu lírico, para comunicar-se com as estrelas é necessário
a) perder o senso
b) abrir as janelas
c) acordar durante a noite
d) estar amando.

04. O verso “Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,” revela
a) uma postura racional do eu lírico.
b) o predomínio da emoção sobre a razão do eu lírico.
c) uma contenção de sentimentos por parte do eu lírico.
d) um comportamento desprendido por parte do eu lírico.

05. “... Pois só quem ama pode ter ouvido/Capaz de ouvir e de entender estrelas.” os versos destacados apresentam
a) uma conseqüência     b) um conselho           c) uma explicação       d) uma crítica

06. “Tresloucado amigo!/Que conversas com elas? Que sentido/Tem o que dizem, quando estão contigo?”
 o uso de aspas nesses versos indica
a) reprodução de uma fala.
b) presença de gíria.
c) existência de uma crítica.
d) utilização de ironia.

Gabarito: 01. c 02. a 03. d 04. b 05. c 06. a

sábado, 3 de setembro de 2011

VERSOS ÍNTIMOS, de Augusto dos Anjos - poema/ questões objetivas/ gabarito

VERSOS ÍNTIMOS
Augusto dos Anjos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera-
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

01. Quem é o interlocutor do eu lírico no poema?
a) o leitor        b) uma fera         c) a pessoa amada         d) um amigo

02. “Vês! Ninguém assistiu ao formidável/ Enterro de tua última quimera” os versos destacados exprimem
a) uma constatação     b) uma solução      c) um questionamento       d) uma hipótese

03. De acordo com a primeira estrofe do poema
a) O ser humano é solidário nos momentos difíceis.
b) O ser humano abandona os outros nos momentos difíceis.
c) O ser humano só pode contar com a lealdade dos animais.
d) O ser humano tem companheiros que lhe acompanham por toda vida.

04. “Acostuma-te à lama que te espera!”, o tom imperativo no verso expressa
a) uma ordem        b) um pedido            c) um conselho                d) um desejo

05. No verso “Toma um fósforo. Acende teu cigarro!” a linguagem utilizada é
a) formal              b) coloquial                 c) científica             d) culta

06. Segundo o eu lírico o beijo antecede
a) uma atitude de maior intimidade.
b) uma demonstração de afeto e cumplicidade.
c)  um relacionamento baseado no desejo.
d) uma traição a exemplo do que ocorreu com Jesus.   

07. Percebe-se no poema, por parte do eu lírico, um sentimento de
a) angústia          b) decepção               c) inveja              d) culpa


Gabarito: 01. d 02. a 03. b 04. c 05. b 06. d 07.b

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

AS POMBAS, de Raimundo Correia - Poema/ questões objetivas/ gabarito

AS POMBAS
Raimundo Correia

Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra... mais outra... enfim dezenas
De pomba vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada...

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
 Voltam todas em bando e em revoada...

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais...

01. No poema, o eu lírico faz
a) uma descrição do revoar das pombas.
b) uma declaração de amor a natureza.
c) uma reflexão sobre a sabedoria da natureza.
d) uma defesa ao direito de liberdade dos pássaros.

02. O revoar das pombas é comparado
a) a madrugada      b) aos corações      c) aos sonhos      d) a adolescência

03.“Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam/E eles aos corações não voltam mais...” entre os versos percebe-se
a) uma relação de causa e efeito.
b) uma relação de proporção.
c) uma condição
d) uma diferenciação.

04. “Vai-se a primeira pomba despertada...” as reticências foram usadas nesse verso para
a) indicar suspensão do pensamento.
b) indicar a continuidade de uma ação.
c) representar uma hesitação na língua falada.
d) realçar uma palavra ou expressão.

05. De acordo com os versos do poema, a madrugada corresponde a que fase da vida?
a) a infância      b) a maturidade      c) a juventude     d) vida adulta

06. A última estrofe do poema expressa
a) um sentimento de euforia.
b) uma visão esperançosa da vida.
c) um sentimento de expectativa.
d) uma visão pessimista da condição humana.


Gabarito: 01. a 02. c 03. d 04. b 05. c 06. d

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

SONETO, de Álvares de Azevedo - Poema/ questões objetivas/ gabarito

SONETO
Álvares de Azevedo

Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar! na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era mais bela! O seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...

Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti – as noites eu velei chorando,
Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!

01. O poema é escrito a partir de
a) uma crítica feita à mulher amada pelo eu lírico.
b) uma descrição da mulher amada feita pelo eu lírico.
c) um sonho que o eu lírico teve com a mulher amada.
d) um conflito que o eu lírico deseja resolver com a mulher amada.

02. “Como a lua por noite embalsamada,” temos nesse verso
a) uma metáfora     b) uma hipérbole      c) uma comparação     d) uma metonímia

03. O elemento tempo no poema
a) é o mesmo do inicio ao fim.
b) retrata o anoitecer.
c) sofre uma gradação.
d) foi irrelevante.

04. Apresentam uma antítese os versos
a) “Como a lua por noite embalsamada,
      Entre as nuvens do amor ela dormia!”

b) “Era um anjo entre nuvens d’alvorada
      Que em sonhos se banhava e se esquecia!”

c) “Negros olhos as pálpebras abrindo...
      Formas nuas no leito resvalando...”

d) “Por ti – as noites eu velei chorando,
      Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!”

05. A atmosfera retratada nos quartetos é vaga e imaterial. O elemento que reforça a ideia de imaterialidade da mulher amada nessas estrofes é
a) a lâmpada      b) as nuvens              c) a lua               d) as flores

06. A última estrofe revela que a mulher observada
a) despertou do seu sono.
b) exibe-se para o eu lírico.
c) retira-se do ambiente.
d) encabula-se diante do eu lírico.

  Gabarito: 01. b 02. c 03. c 04. d 05. b 06. a


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

PROFISSÃO DE FÉ, de Olavo Bilac - Poema/ questões objetivas/ gabarito

PROFISSÃO DE FÉ
Olavo Bilac

Invejo o ourives quando escrevo:
            Imito o amor
Com Ele, em ouro, o alto-relevo
            Faz de uma flor.

Imito-o. E, pois nemde Carrara
            A pedra firo:
O alvo cristal, a pedra rara,
            O ônix prefiro.

Por isso, corre, por servir-me,
            Sobre o papel
A pena, como em prata firme
            Corre o cinzel.

Corre; desenha, enfeita a imagem,
            A ideia veste:
Cinge-lhe ao corpo a ampla roupagem
            Azul-celeste.

Torce, aprimora, alteia, lima
            A frase; e enfim,
No verso de ouro engasta a rima,
            Como um rubim.

Quero que a estrofe cristalina,
            Dobrada ao jeito
Do ourives, saia da oficina
            Sem um defeito:

E que o lavor do verso, acaso,
            Por tão sutil,
Possa o lavor lembrar de um vaso
            De Bezerril.

E horas sem conta passo, mudo,
            O olhar atento,
A trabalhar, longe de tudo
            O pensamento.

Porque o escrever – tanta perícia,
            Tanta requer,
Que ofício tal... nem há notícia
            De outro qualquer.

Assim procedo. Minha pena
            Segue esta norma,
Por te servir, Deusa serena,
            Serena Forma!

01. O tema do poema é
a) a exaltação do lavor poético.
b) a valorização da profissão do ourives.
c) a inveja despertada por algumas profissões.
d) a vocação para trabalhos artísticos.

02. A linguagem utilizada no poema é
a) simples      b) apurada          c) informal          d) subjetiva

03. O eu lírico inveja o ourives devido
a) a forma como ele trabalha.
b) ao material com o qual ele trabalha.
c) ao valor do produto que ele produz.
d) a beleza das peças criadas por ele.

04. O sentimento de inveja que o ourives desperta no eu lírico o motiva a
a) difamá-lo em seus versos.
b) seguir-lhe o exemplo.
c) ignorá-lo em seus versos.
d) elogiá-lo no poema.

05. Revela a perfeição formal buscada pelo poeta os versos
a) “Cinge-lhe ao corpo a ampla roupagem
            Azul-celeste.”
b) “Que ofício tal... nem há notícia
            De outro qualquer.”
c) “Do ourives, saia da oficina
            Sem um defeito:”
d) “A pena, como em prata firme
            Corre o cinzel."

06. O poeta parnasiano tem a concepção de arte pela arte, distanciando-se da realidade. Percebemos esse distanciamento nos versos
a) “Porque o escrever – tanta perícia,
            Tanta requer,”
b) “Por te servir, Deusa serena,
            Serena Forma!”
c) “Por isso, corre, por servir-me,
            Sobre o papel”
d) “A trabalhar, longe de tudo
            O pensamento.”

Gabarito: 01. a 02. b 03. a 04. b 05. c 06. d