sábado, 17 de setembro de 2011

A frouxidão no amor é uma ofensa, de Bocage - poema/ questões objetivas/gabarito

A frouxidão no amor é uma ofensa
                                                 Bocage
A frouxidão no amor é uma ofensa,
Ofensa que se eleva a grau supremo;
Paixão requer paixão, fervor e extremo;
Com extremo e fervor se recompensa.
Vê qual sou, vê qual és, vê que diferença!
Eu descoro, eu praguejo, eu ardo, eu gemo;
Eu choro, eu desespero, eu clamo, eu tremo;
Em sombras a razão se me condensa.
Tu só tens gratidão, só tens brandura,
E antes que um coração pouco amoroso,
Quisera ver-te uma alma ingrata e dura.
Talvez me enfadaria aspecto iroso,
Mas de teu peito a lânguida ternura
Tem-me cativo e não me faz ditoso.

01. Para o eu lírico, o amor
a) em demasia ofende o ser amado.
b) é um sentimento supremo.
c) tem algumas recompensas.
d) deve ser uma entrega total.

02. No verso “Vê qual sou, vê qual és, vê que diferença!”, o eu lírico expressa
a) uma comparação    b) uma suposição      c) uma dúvida       d) uma ironia

03. Segundo os versos do poema, as atitudes da mulher amada
a) surpreendem o eu lírico.
b) desagradam o eu lírico. 
c) enlouquecem o eu lírico.
d) encantam o eu lírico.

04. O eu lírico apresenta-se no poema como uma pessoa
a) racional       b) passional           c) ingrato       d) violento

05. De acordo com o poema
a) o eu lírico sente-se preso e infeliz.
b) o eu lírico sente-se plenamente amado.
c) o eu lírico considera a pessoa amada dura e ingrata.
d) o eu lírico vive bem com a pessoa amada apesar das diferenças.

Gabarito: 01. d 02 .a 03. b 04. b 05. a

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