domingo, 4 de setembro de 2011

VIA LÁCTEA (SONETO XIII) de Olavo Bilac - poema/ questões objetivas/gabarito

VIA LÁCTEA
Soneto XIII
                              Olavo Bilac

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

01. O eu lírico do poema dirige-se em versos
a) ao leitor       b) as estrelas       c) a um amigo        d) a Via Láctea

02. “Ora (direis) ouvir estrelas! Certo/ Perdeste o senso!” os versos em destaque expressam
a) uma censura        b) uma sugestão        c) uma proibição       d) uma indagação

03. De acordo com o eu lírico, para comunicar-se com as estrelas é necessário
a) perder o senso
b) abrir as janelas
c) acordar durante a noite
d) estar amando.

04. O verso “Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,” revela
a) uma postura racional do eu lírico.
b) o predomínio da emoção sobre a razão do eu lírico.
c) uma contenção de sentimentos por parte do eu lírico.
d) um comportamento desprendido por parte do eu lírico.

05. “... Pois só quem ama pode ter ouvido/Capaz de ouvir e de entender estrelas.” os versos destacados apresentam
a) uma conseqüência     b) um conselho           c) uma explicação       d) uma crítica

06. “Tresloucado amigo!/Que conversas com elas? Que sentido/Tem o que dizem, quando estão contigo?”
 o uso de aspas nesses versos indica
a) reprodução de uma fala.
b) presença de gíria.
c) existência de uma crítica.
d) utilização de ironia.

Gabarito: 01. c 02. a 03. d 04. b 05. c 06. a

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